quinta-feira, 2 de abril de 2015

Votação de Medida Provisória que desencadeou greve dos professores é novamente adiada na Assembleia de SC

Em uma tarde de galerias do plenário tomadas por manifestantes, a Assembleia Legislativa de Santa Catarina adiou mais uma vez nesta quarta-feira a votação da Medida Provisória 198, que fixa a remuneração dos professores temporários (ACTs). O presidente da Casa, Gelson Merísio (PSD), afirmou que a decisão de não apreciar o texto ocorreu porque o governo do Estado estaria sinalizando pela revogação da proposta. As secretarias da Educação e da Casa Civil, porém, não confirmam o posicionamento pela retirada da MP.

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A informação repassada pela Alesc aos educadores foi de que se trata de um encaminhamento, mas que já se espera que o líder do governo, Silvio Dreveck (PP), retire oficialmente a medida de pauta na reunião da próxima terça-feira. Procurada pela reportagem do Diário Catarinense, a Secretaria de Educação comunicou que ninguém se pronunciaria sobre o assunto. Já a Casa Civil disse, via assessoria, que respeita a posição da Assembleia, mas que por enquanto não há nenhuma tratativa sobre a revogação da medida e que o tema só voltará a ser debatido a partir de segunda-feira.
Greve mantida
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação na Rede Pública de Ensino de SC (Sinte/SC) fez mais um ato nesta quarta em Florianópolis, com caminhada pelas ruas centrais da cidade e reunião do comando de greve para discutir os rumos do movimento.
Depois, conforme estimativa do sindicato, o grupo com cerca de 400 professores seguiu para a Alesc, onde acompanhou o encontro em que a votação da MP 198 acabou sendo novamente adiada. Mesmo diante da fala de Merísio, sobre a possibilidade de revogação do texto, o Sinte declara que a paralisação continua.
— Não muda nada em relação à greve porque a MP é só um dos pontos de impasse. Sabemos que o governo vai mandar o projeto global da nova carreira para a Assembleia e é isso que queremos discutir. Inclusive entregaremos um ofício ao governador Raimundo Colombo para abrir uma mesa de negociação — destaca o coordenador estadual do sindicato, Luis Carlos Vieira.
O Sinte fala em cerca de 35% de adesão da categoria à greve, enquanto a Secretaria de Educação trabalha com o percentual de 12%.Votação de Medida Provisória que desencadeou greve dos professores é novamente adiada na Assembleia de SC Eduardo Guedes de Oliveira/Agência AL

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